O que torna os amores impossíveis mais bonitos é justamente a impossibilidade.
A impossibilidade atrai.
A dificuldade nos impulsiona, nos motiva. Exatamente como o perigo.
As pessoas gostam de se medir às dificuldades porque têm necessidade de provar que são mais fortes. Assim, quanto mais difícil, mais o amor parece ser grande, excepcional e único. E quem não quer viver algo grande, excepcional e único?!
Num amor impossível cabem todos os sonhos, todas as perfeições, o mínimo detalhe é idealizado. Colocamos na nossa cabeça que aquela pessoa é exatamente o que esperamos da vida, mesmo se tudo parece contra. Ele fica para sempre, mesmo se outros amores vêm e vão depois… e deixa aquela sensação de inacabado que nos persegue.
Creio que no quebra-cabeças da vida é aquela pecinha que fica faltando para completar o todo. E mesmo que as outras peças estejam lá, é aquela que falta, só aquela que deixa uma dorzinha estranha que a gente não sabe definir, mas que sente de forma tão nítida e clara.
Acontece de um amor impossível tornar-se possível e isso quase sempre aumenta a magia do sentimento.
Um amor impossível pode marcar uma pessoa mais que toda uma vida vivida ao lado de outra.
E no outono da vida, quando o passado se faz mais presente que o próprio presente, é aquele amor que vai fazer brilhar os olhos e lembrar ao coração que ele ainda bate.
O impossível é belo!… como o arco-íris, o horizonte, o céu, o infinito!… que mantém acesa a chama no coração do homem e o faz sentir-se vivo.